25 janeiro 2013

SPIN: sete editores da revista avaliaram “Now”

A equipe da revista SPIN preparou uma resenha do novo single “Now”, e tem a avaliação de sete editores. Os comentários foram feitos e publicados dia 22 de janeiro, dia oficial do lançamento do single. Confiram:
Novo single do Paramore, “Now”: nossos comentários impulsivos
Mídia enlouquecida: editores deram a sua rápida opinião em uma fugidinha de 320 segundos, ou menos…
Hoje, o Paramore liberou sua primeira música em três anos. “Now”, seu primeiro single do demorado e  auto-intitulado quarto álbum. Aqui, sete editores da SPIN deram suas opiniões apressadas e completamente impulsivas…

Charles Aaron: Voltando um pouco no tempo, é o plano de carreira dos anos 90, e nós da SPIN somos certamente cúmplices nesse processo, consistentemente nos divertindo até a morte com bandas emo-felizes que adotam o velho loude-soft (alto e calmo), uma produção de “faixa dinâmica” , e letras mais do que literais sobre como o mundo está pesando fortemente sobre os ombros minúsculos da vocalista. Paramore é mais convincente do que 99% das bandas emo-felizes referidas, principalmente pela habilidade de Hayley Williams de investir seus vocais em amor-é-um-campo-de-batalha-abençoado-e-amaldiçoado de, digamos, Billie Joe ou Pat Benatar. ”There’s a time and a place to die / But this ain’t it!” ela grita, enquanto a banda arrasa e toca vários riffs que raiam no céu à noite, e depois o refrão explode por todo o auditório. Futuros são abraçados, navios voltam à praia. Então vem um ”ah-ha-ah-ha” cantado que alguma vez pode ter sido visualizado por uma manifestação irônica num vídeo de Bayer ou Pellington ou Romanek. Agora, nós temos nossos MP3s urgentemente disponíveis para nos manter aquecidos. Cheguem mais, crianças.
Primeira avaliação: 7/10


 Caryn Ganz: Olá, Nick Zinner! O novo single do Paramore começa com uma linha de guitarra do Yeah Yeah Yeahs, coberto com… uma crítica da Karen O.  Hayley cospe  ”Don’t try to take this from me!” antes de entrar em seu modo vocal familiar (uma mistura de Gwen Stefani com um montão da ópera de Amy Lee). Se existe um futuro em gravar músicas, é claro que o Paramore quer muito isso. “Now” parece ter sido feita para as rádios e o amor de estádios, trilhas sonoras de filmes e para os shoppings. A boa notícia: esse grupo corajoso está menor, mas seu som está deliciosamente maior agora que Hayley foi forçada a diminuir contra a sua vontade. A outra boa notícia: isso é muito, muito melhor do que o outro “Now” que você verá por aí nesta semana. (A editora faz referência a um novo site de notícias musicais, chamado “NOW that’s what I call music!”)
Primeira avaliação: 7/10
 
Christopher R. Weingarten: Olá, ciência! É o novo monstro de Frankenstein na cultura hipster do Brooklyn que secretamente domina o meme da Billboard. Mas ao invés de ir na onda deles, o Paramore cavou um pouco mais fundo no meio do estrume para pontos de referência de meia-década antes das referências de todo mundo. Logo, “Now” não é o som de agora. É querer ser estrelas fazendo seu melhor de Yeah Yeah Yeahs e Young Liars, chegando aos efeitos vocais estonteantes de “Date With The Night” e uma batida eletrônica de cortesia do cara contratado do Nine Inch Nails. Coisinhas cativantes, mas sons super datados do início dos anos 2000 e parecidos com, digamos, seus colegas de gravadora fun., que estão fazendo picadinho pop de bandas mais contemporâneas. Ainda, Ashlee Simpson estava fazendo o “verso pós-punk/refrão do American Idol” em meados de 2005 e, uh, o Nine Inch Nails também. Paramore claramente quer enlouquecer, se deixar soltar, jogar-se no futuro, tocar de volta para o não-futuro, ser seu próprio animal de estimação. Mas se o Metallica está concentrado em Liturgy, será que ninguém pode conseguir uma gravação para o Paramore, ou algo assim?
Primeira avaliação: 6/10

David Marchese: 
‘Now’ é muito bacana. A música crua: o som de baquetas para marcar; guitarra, retorcida altamente processada. O vocal agitado de Hayley Williams (‘Don’t try to take this from me!’) Paramore tem ouvido bandas estranhas! Mas rapidamente se torna óbvio de que suas prioridades não mudaram. O refrão da música é forte, livre, com Williams deixando sua voz animada em: “If there’s a future/We want it now!” Algo sobre o cyber levemente rebelde e vagamente futurista-distópico e eletrônicos usados no serviço do pop é mucho Viva la Vida. Paramore se mantém cativante, eu continuarei na linha.
Primeira avaliação: 8/10.

David Bevan:
Quantos anos tinha Hayley Williams quando o Paramore estreou? 16? “Now”, talvez o primeiro hino pop-punk milenar escrito, pense que ela é como Lena Dunham, com respostas exigentes e duas décadas de movimentos de rock altamente comprimidos para perguntar, em seus vinte e poucos anos, aquilo que todos os olhos turvos deveriam e devem ver: “Qual a minha idade mesmo?” É isso mesmo?
Primeira avaliação: 8/10.

Philip Sherburne
Hey, Paramore. 2001 chamou e quer o seu dance-punk de volta! Beincadeira. “Now” tem o potencial para ganhar a nova audiência como essa fusão de centro de cidade e a população punk. É tão esclarecido quanto ágil. Você pode ouvir ecos de Yeah Yeah Yeahs na melodia de guitarra, bateria e nos efeitos Ao longo da música, isso soa como se eles quase tivessem pego emprestado as configurações dos amplificadores de Glen Branca. E depois de todo esse arraso, abre-se lugar para um grito de justiça e de impaciência jovem e é provável que você ouça este ano. Finalmente, a era de futuras histórias será lembrada como “Endless Bummer” e nos dá um grito de guerra que vale a pena cantar junto. As crianças terão de dizer – querendo ou não, que o planeta sobreviva o suficiente para que todos os ouçam.
Primeira avaliação: 8/10

Brandon Soderberg
Paramore está claramente inserido nisso. Você pode falar que eles estão lentos, mas eles têm muita segurança, trocaram o seu emo por um lento processo indie-dinâmico e até tiraram tempo pra se divertir dentro dessas músicas. O gancho em “Now” ocorre em “If there’s a future, we want it now,”. E “Now” é como um My Chemical Romance em “now-ow-ow-ow-ow”. O sentimento? Triunfo e uma tristeza do inferno, somos todos sozinhos e confessantes: o “We” se refere a todos nós, o “If” se refere a dúvida sobre a existência de um futuro e isso vai tocar você, se você tiver #sentimentos. “Now” é como o rock brilhante do Yeah Yeah Yeahs, conta até com alguns dos gritos intensos de algo tão cru como dizem os Heavens to Betsy . Rockeiros modernos em 2013, “Now” será sua inspiração.
Primeira avaliação: 9/10

NOTA FINAL: 7.42

Tradução: Natasha Assis e Ana Cláudia Gomes.
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